PERORAÇÕES SOBRE EDUCAÇÃO HÍBRIDA

 


PERORAÇÕES SOBRE EDUCAÇÃO HÍBRIDA


 

 

Pode-se definir a educação híbrida segundo Peres e Pimenta (2011) os termos para designar educação híbrida, b-learning, blended learning, educação bimodal, aprendizagem combinada, dual, semipresencial, semivirtual, bimodal e ensino híbrido, todos estes sendo usados como sinônimos para descrever a modalidade semipresencial, descritas nos dispositivos

legais e conhecida por ser solução mista que pretende valorizar o melhor do presencial e do online.

Trata-se de utilização combinada ente o aprendizado online e o presencial, criando modelos que mesclam momentos em que o discente estuda em ambiente virtual, usando ferramentas tradicionais da educação a distância, com outras em que a aprendizagem é presencial.

Enfim, é uma abordagem que traz variedade de métodos e estratégias de ensino e aprendizagem que contribuem para estimular o aprendizado.

A educação híbrida tem sido aplicada na educação básica nos EUA com experiências exitosa e, também n Brasil conforme descreveram Liliam Bacich et al, Moran e outros estudiosos autores.

Mas, não se refere apenas a uma combinação das modalidades presencial e a distância.

Pois nessa abordagem, o discente é colocado no centro de todo processo, sendo protagonista de sua aprendizagem e, o professor tem a missão de incentivar, mediar, problematizar o processo de ensino e aprendizagem, unindo o melhor do presencial e da educação a distância. Enfim, conceituar a educação híbrida não é tarefa simles. Pois híbrido é conceito rico, apropriado e complicado. Tudo pode ser misturado e combinado e, com os mesmos ingredientes, podemos preparar diversos cardápios capazes de apresentar muitos sabores diferentes.

Segundo Christensen, Horn e Staker (2013) que descrevem alguns modelos e conceituam a abordagem do ensino híbrido como um programa de educação no qual o estudante aprende pelo menos em parte, por meio do ensino online com algum elemento de controle do estudante sobre tempo, lugar, modo e/ou ritmo do estudo e, pelo menos em parte, em uma localidade física supervisionada, fora de sua residência e que as modalidades ao longo do caminho de aprendizado de cada estudante ou matéria estejam conectados, oferecendo uma experiência de educação integrada.

Portanto, a partir dessa definição se pode observar que a educação híbrida não pode ser considerada apenas como simples combinação de modalidades a distância e a presencial.

 

Torna-se possível perceber que as modalidades online e presencial estão conectadas para fornecer uma experiência de aprendizagem integradas.  Segundo Bacich, Tanzi Neto e Trevisani (2015) entendem que o ensino híbrido é abordagem que busca a integração das tecnologias digitais aos conteúdos trabalhados em sala de aula, de forma que, mais do que enriquecer as aulas, sejam possível oferecer diferentes experiências de aprendizagem aos discentes.

A tecnologia nessa perspectiva é facilitadora e potencializadora do ensino abrindo as poras para novas possibilidades de aprendizagem. Permite, por exemplo, que o professor obtenha informações individualizadas sobre o desempenho dos estudantes favorecendo a personalização do ensino.

 

Sugere-se que a educação híbrida seja incorporada ao planejamento. Nessa perspectiva, o estudante deve ter algum tipo de controle em relação ao tempo, ao lugar, ao caminho e/ou ao ritmo. Isto significa utilizar um ambiente virtual de aprendizagem e oferecer alternativas de personalização e individualização do aprendizado.

Dessa forma, permite-se ao estudante a flexibilização do tempo e espaço, mas também de seu ritmo de estudo, propiciando atividades que respeitam os diferentes estilos de aprendizagem e estimulam competências e habilidades. O desafio desta unidade é demonstrar que a abordagem da educação híbrida pode ser propagada no ensino superior.

 

O ensino híbrido pressupõe três aspectos, de acordo com Horn e Staker (2015):

1. Ensino on-line: baseado na web e aliado com algum mecanismo de controle do próprio estudante sobre o seu processo de ensino e aprendizagem (tempo, ritmo, percurso de estudo).

2. Aprendizagem em um local físico supervisionado: o estudante irá aprender fora de casa e sob supervisão de um professor ou supervisor.

3. Aprendizagem integrada: ocorre por meio da integração entre o ensino on-line e o presencial, em que as modalidades se complementam para proporcionar uma experiência de formação integrada.

 

PRINCÍPIOS DA EDUCAÇÃO HÍBRIDA

Mais do que uma combinação de modalidades, a utilização da aprendizagem on-line dentro ou fora da sala de aula, controle do tempo, o ritmo de aprendizagem pelo estudante de forma supervisionada, a integração das modalidades presencial e on-line devem estar presentes para o aprendizado ser considerado híbrido. Por isso, pode-se considerar como princípios da Educação Híbrida:

1. Incentiva o desenvolvimento da autonomia dos estudantes, permitindo a flexibilização do tempo e a escolha do momento oportuno para resolver as atividades propostas.

2. A educação híbrida acontece com a integração das tecnologias digitais ao ensino criando novas possibilidades de aprendizado.

3. Utilizando a plataforma virtual professores e estudantes interagem em um ambiente comum, sendo possível integrar atividades, materiais didáticos, fóruns de discussões, entre outras propostas.

4. Permite a obtenção individualizada sobre o desempenho dos estudantes auxiliando na elaboração de diferentes estratégias de ensino de acordo com as necessidades de cada um.

 

Ficou interessado em conhecer mais sobre a educação híbrida?

Acesse alguns MOOCS - cursos massivos abertos e on-line para aprofundar essa discussão.

MOOCS: Formação Continuada MOOCs são cursos massivos abertos e on-line. Você pode fazê-los para aprimorar seus conhecimentos podendo realizar um curso inteiro ou o módulo de seu interesse.

Os MOOCs indicados são baseados nos livros Ensino Híbrido: personalização e tecnologia na Educação de autoria de Bacich et al (2016) e o outro no livro Blended: usando a inovação disruptiva para aprimorar a educação (Horn; Staker, 2015).

1. Ensino Híbrido: personalização e tecnologias na educação. Instituto península e a Fundação Leeman. Autores: Lilian Bacich et al (Org.) (2015). Link: https://www.coursera.org/learn/ensino-hibrido

2. Ensino Semipresencial: Personalização da Educação para os Alunos, Baseado no Livro Blended: Usando a

inovação disruptiva para aprimorar a educação. Autores: Michael Horn e Heather Staker (2015)

Christensen, Horn e Staker (2013), mapearam e definiram quatro modelos para o ensino híbrido. Esses modelos podem ser adaptados e planejados de acordo com os objetivos de cada disciplina, os problemas enfrentados, público-alvo, tipo de equipe, papel do professor, espaço físico, dispositivos dentre outros.

Em três formas do modelo de rotação há a ressignificação do espaço da sala de aula sem o rompimento da estrutura escolar já conhecida. Atualmente no Brasil a sala de aula invertida é, dentre esses, o modelo mais utilizado (VALENTE, 2014).

Modelos de Rotação:

Horn e Staker (2015) propõe 4 tipos de rotação. São: rotação por estações, laboratório rotacional, rotação individual e sala de aula invertida.

a) Rotação por estações: Neste modelo o espaço físico é dividido em estações de trabalho, cada uma com um objetivo de aprendizagem específico, mas todas conectadas ao objetivo central da aula. Como é um modelo de ensino híbrido,

pelo menos uma das estações deve ser a de trabalho on-line.

Após um determinado tempo pré-estabelecido, os estudantes devem rotacionar entre as estações, passando por todas elas até o final da aula. As estações devem, portanto, ser independentes, com atividades planejadas em um ritmo que permita a consecução dos objetivos estipulados para a rotação. O professor pode formular quantas estações ele desejar.

b) Laboratório Rotacional: consiste em dividir os estudantes em dois espaços de trabalho, sendo um deles o laboratório de informática para a realização da(s) atividade(s) on-line.

O outro espaço pode ser determinado pelo professor, podendo ser a sala de aula. Assim como no modelo de rotação por estações, há um tempo fixado para a permanência dos estudantes em cada um desses espaços estipulados previamente.

Após decorrido esse tempo, os estudantes devem alternar entre os dois espaços: quem estava no laboratório de informática se dirige para o outro espaço escolhido pelo professor e vice-versa. Os dois momentos também devem ser independentes, caso contrário os estudantes podem sentir dificuldades em iniciar um deles.

c) Sala de Aula invertida: pioneiros da sala de aula invertida, Jon Bergmann e Aron Sams (2016) começaram a inverter suas aulas em 2007. Na sala de aula invertida, os tempos e espaços escolares se invertem e ganham novos significados.

A exposição do conteúdo, antes realizada no ambiente escolar, passa a ser realizada em espaços fora da escola, mediados pela tecnologia digital.  É comum estudantes assistirem a videoaulas nas quais é possível pausar, voltar, avançar. O processo

de ensino e aprendizagem é individualizado e o estudante pode controlar o ritmo, o tempo e o espaço, seja assistindo a palestras em vídeo, ouvindo podcasts, lendo e-books ou colaborando com seus pares em fóruns on-line.

Neste modelo, o tempo de aula é dedicado ao aprendizado mais ativo, alicerçado em projetos que permitem aos estudantes trabalharem juntos para resolver desafios locais ou globais – ou outras aplicações reais – a fim de terem uma compreensão mais aprofundada sobre o assunto. O tempo escolar é empregado para atividades em grupos ou individuais, destinada a resolução de atividades que se utilizam das metodologias ativas, nas quais o professor auxilia quando necessário.

Este modelo considera cada estudante como um ser único. A sala de aula invertida é um modelo de aprendizagem que reorganiza o tempo gasto dentro e fora da sala, transferindo o protagonismo da aprendizagem dos educadores para os estudantes.

Assim, os estudantes podem acessar ferramentas e recursos on-line a qualquer momento que precisarem. Após a aula, os estudantes gerenciam o conteúdo necessário para o seu estudo, considerando seu próprio ritmo e estilo de aprendizagem

No Livro Sala de aula invertida: uma metodologia ativa de aprendizagem Jon Bergmann e Aaron Sams explica como

elaboraram e utilizaram a Sala de aula invertida.

Livro: Sala de aula invertida: uma metodologia ativa de

Aprendizagem Autores: Jon Bergmann e Aaron Sams Editora: LTC Ano: 2016.

Leia o texto de José Armando Valente (2014) e conheça um pouco mais sobre essa modalidade de rotação.

Título: BLENDED LEARNING E AS MUDANÇAS NO ENSINO SUPERIOR: A

PROPOSTA DA SALA DE AULA INVERTIDA

Autor: José Armando Valente Link: http://www.scielo.br/pdf/er/nspe4/0101-4358-er-esp-04-00079.pdf

d) Rotação Individual: neste modelo considerado disruptivo, cada estudante possui um cronograma individual, personalizado, preparado pelo docente ou disponibilizado por um software que mapeia as necessidades do estudante (plataforma adaptativa).

Os discentes, e não o grupo inteiro, alternam entre as estações e modalidades ou não. Cada estudante vai frequentar as estações de acordo com seu plano de estudos.

Este modelo considera cada estudante como um ser individual que

possui seu tempo, ritmo e necessidades diferentes.

Além dos modelos de rotação os autores identificaram os modelos flex, À La

Carte e virtual enriquecido.

Modelo Flex: neste modelo o ensino on-line é o norteador. Os estudantes aprendem em uma escola física por meio de um cronograma individualizado, que organiza as atividades que serão estudas on-line. São mediados pelo professor, presencialmente, que pode intervir periodicamente ou não, de acordo com a necessidade.

Modelo À La Carte:

os estudantes podem fazer um curso ou disciplina on-line na escola física ou fora dela. Segundo Horn e Staker (2015, p. 57), “os estudantes fazem alguns cursos à la carte e outros presenciais em uma escola física.”. 

Por exemplo, você pode indicar que seus estudantes façam determinado curso ou MOOC para que aprofundem o conhecimento de determinado assunto.

Na Europa é comum que as Universidades validem esse conhecimento adquirido em MOOCs.

 Modelo Virtual Enriquecido:

 neste modelo os estudantes têm aulas presenciais obrigatórias com professores da disciplina e tem horários livres distante do professor presencial. Estes horários são preenchidos pelo ensino online que podem ser feitos de onde os estudantes preferirem.

Geralmente não se tem aulas presenciais todos os dias. É o modelo mais parecido com o modelo semipresencial no qual parte das aulas acontece presencialmente e parte acontece on-line por meio da plataforma virtual de aprendizagem

A personalização do ensino e autonomia do estudante são características comuns a todos os modelos apresentados. Assim, na educação híbrida, os estudantes desenvolvem um percurso mais individual e participam em determinados momentos de atividades de grupo. Nos tempos on-line, uma parte da orientação será via sistema (plataformas adaptativas com roteiros semiestruturados) e a principal será feita por tutores e especialistas, que orientarão os estudantes nas questões mais difíceis e profundas (MORAN, 2015).

A educação híbrida pode proporcionar a incorporação de novos ambientes e processos de aprendizagem, por meio dos quais “a interação comunicativa e a relação ensino e aprendizagem se fortalecem” Kenski (2012, p. 90). Importante ressaltar que o professor continua tendo um papel muito importante no processo.

É ele quem direciona o trabalho, detecta o que pode ser aprimorado para que se possa atingir os objetivos, planeja as atividades e seleciona o conteúdo. Todavia os estudantes participam ativamente, tendo papel central no processo, no seu tempo e ritmo de forma personalizada e significativa.

 

 

TEXTOS COMPLEMENTARES

1. Título: APRENDER E ENSINAR COM FOCO NA EDUCAÇÃO HÍBRIDA. Autores: Lilian Bacich; José Moran

Link: http://www2.eca.usp.br/moran/wp-content/uploads/2015/07/hibrida.pdf

2. Título: IMPLANTAÇÃO DA METODOLOGIA HIBRIDA (BLENDED LEARNING) DE EDUCAÇÃO NUMA INSTITUIÇÃO DE ENSINO PRIVADA. Autores: Kelly Aparecida Torres, Erika Loureiro Borba, Ana Rosa de Sousa ,

Pablo Luiz Martins. Link: http://esud2014.nute.ufsc.br/anais-esud2014/files/pdf/128096.pdf

3. Título: MODELOS DE ROTAÇÃO DO ENSINO HÍBRIDO: ESTAÇÕES DE TRABALHO E SALA DE AULA INVERTIDA

Autores: Maria do Carmo F. de Andrade, Priscila Rodrigues de Souza. Link: http://revista.ctai.senai.br/index.php/edicao01/article/viewFile/773/425

4. Título: APRENDIZAGEM HÍBRIDA NA EDUCAÇÃO MÉDICA: UMA REVISÃO SISTEMÁTICA

Autores: Ekaterini Goudouris, Miriam Struchiner

Link: http://www.scielo.br/pdf/rbem/v39n4/1981-5271-rbem-39-4-0620.pdf

5. Título: ENSINO HÍBRIDO: DESAFIO DA CONTEMPORANEIDADE?

Autores: Eder Alonso Castro, Vanessa Coelho, Rosania Soares Lirek, Kalyany

Silva de Sousa, Juliana Olinda Martins Pequeno, Jonathan Rosa Moreira

Link: http://revista.faculdadeprojecao.edu.br/index.php/Projecao3/article/ viewFile/563/506

6. Título: FORMAÇÃO CONTINUADA DE PROFESSORES: APRENDIZAGEM POR MEIO DA FORMAÇÃO HÍBRIDA

Autores: Katia Maria Rizzo, Jakes Charles Andrade Figueiredo, Maria MassaeSakate

Link: http://www.scielo.br/pdf/rbem/v39n4/1981-5271-rbem-39-4-0620.pdf

7. Título: PROBLEMATIZANDO PRÁTICAS DE ENSINO E APRENDIZAGEM NA PLATAFORMA MOODLE:APROXIMAÇÕES COM A MODALIDADE HÍBRIDA

Autora: Heloisa Brito de Albuquerque Costa

Link: http://seer.fclar.unesp.br/entrelinguas/article/view/8773/5935

8. Título: ENSINO HÍBRIDO: RELATO DE FORMAÇÃO E PRÁTICA DOCENTE PARA A PERSONALIZAÇÃO E O USO INTEGRADO DAS TECNOLOGIAS DIGITAIS NA EDUCAÇÃO

Autora: Lilian Bacich

Link: https://eventos.set.edu.br/index.php/simeduc/article/download/3323/1251

09. RELATÓRIO HORIZON REPORT: EDIÇÃO ENSINO SUPERIOR 2016

Autor: New Media Consortium

Link: https://www.nmc.org/publication/nmc-horizon-report-2016-highereducation-edition/

10. Título: MUDANDO A EDUCAÇÃO COM METODOLOGIAS ATIVAS

Autor: José Manuel Moran disponível em:

Link: http://www2.eca.usp.br/moran/wp-content/uploads/2013/12/mudando_moran.pdf

 

MODELOS DE ENSINO HÍBRIDO

http://www.blendedlearning.org/modelos/?lang=pt-br

Apresentação sobre Educação Inovadora, em PowerPoint Prof. Moran.

Link: Disponível em:  ABED-FOCCA_2016.pdf  

O QUE É EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA?

A Educação a Distância (EaD) é regulamentada pelo decreto nº 9057/2017. Considera-se a educação a distância como: “modalidade educacional na qual a mediação didático-pedagógica nos processos de ensino e aprendizagem ocorra com a utilização de meios e tecnologias de informação e comunicação, com pessoal qualificado, com políticas de acesso, com acompanhamento e avaliação compatíveis, entre outros, e desenvolva atividades educativas por estudantes e profissionais da educação que estejam em lugares e tempos diversos” (BRASIL, 2017).

QUAL CARGA HORÁRIA A DISTÂNCIA É POSSÍVEL DE SER OFERTADA EM CURSOS DE GRADUAÇÃO PRESENCIAL?

Poderão ser ofertadas disciplinas parcial ou integralmente a distância desde que essa oferta não ultrapasse 20% (vinte por cento) da carga horária total do curso.

Exemplo: se o curso tem 3000 horas poderá ter até 600 horas em disciplinas integrais ou híbridas (semipresenciais). Essas horas podem ser distribuídas de diferentes formas, a critério do colegiado do curso. 


Por exemplo:

a) 10 disciplinas com 80% de sua carga em EaD = 600 horas

b) 20 disciplinas com 50% de sua carga horária em EaD = 600 horas

c) 40 disciplinas com 20% de EAD = 600 horas

 

Podem ser feitos outros arranjos, de acordo com as necessidades apresentadas, desde que a carga horária a distância não ultrapasse 20% do total da carga horária do curso.

AO IMPLANTAR O ENSINO HÍBRIDO, O CURSO É OBRIGADO A PREENCHER 20% DA CARGA HORÁRIA EM EaD?

Não. O curso pode optar em usar a carga horária EaD que desejar desde que não ultrapasse os 20% permitidos para o total do curso. Em um curso pode haver apenas uma disciplina que utilize a modalidade híbrida ou a distância.

 

O CONTEÚDO DA DISCIPLINA A DISTÂNCIA É DIFERENTE DO PRESENCIAL?

A oferta de disciplinas integral ou parcialmente a distância deverá garantir a equivalência quanto ao desenvolvimento do conteúdo, das competências e das habilidades existentes na modalidade presencial, observado o disposto no projeto pedagógico do respectivo curso presencial.

COMO SERÃO AS AVALIAÇÕES DA DISCIPLINA HÍBRIDA OU EaD?

Dentre as atividades desenvolvidas nas disciplinas híbridas ou a distância, deverão ser previstas avaliações presenciais conforme legislação federal e a Resolução nº 37/97- CEPE.

QUAIS SÃO AS CONDIÇÕES PARA OFERTA DA DISCIPLINA?

A tutoria será exercida pelo professor que ministra a disciplina. O professor-tutor deverá realizar capacitação em EaD ou ter experiência comprovada para atuar em cursos a distância e destinar carga horária específica para os momentos presenciais e para os momentos a distância.

 

COMO SERÁ FEITA ESSA COMPROVAÇÃO?

No processo de ajuste ou reformulação curricular o docente deverá anexar a comprovação de capacitação ou experiência em EaD por meio de certificados de conclusão ou de experiência.

 

COMO FAZER A CAPACITAÇÃO EM EaD?

A CIPEAD oferece capacitação continuada para quem desejar ofertar cursos na modalidade híbrida ou a distância no que se refere a conhecimentos técnicos e pedagógicos. Além disso, oferece orientação para a elaboração das propostas de inclusão de disciplinas ou cursos híbridos.

TODAS AS ATIVIDADES QUE COMPÕEM AS DISCIPLINAS PODEM SER OFERTADAS A DISTÂNCIA?

Não. As aulas de laboratório (LB) e de campo (CP) deverão ser presenciais, e os estágios (ES) seguirão as Normas Específicas da Legislação Federal e da Resolução 30/90 CEPE/UFPR.

COMO CONTABILIZAR AS FREQUÊNCIAS E NOTAS?

A escala de nota e frequência será semelhante à vigente na educação presencial, conforme o projeto pedagógico e as normas do CEPE. No entanto, quando se trata de EaD, a frequência é contabilizada pela participação do estudante nas atividades propostas no ambiente virtual de aprendizagem. Essas atividades são contabilizadas na

nota do discente.

O QUE É O AMBIENTE VIRTUAL DE APRENDIZAGEM - AVA?

O AVA é a sala de aula virtual. É nele que se disponibilizam materiais multimidiáticos, atividades que utilizam variadas ferramentas, promove-se a interação entre os pares e entre docente e estudantes.

O AVA é utilizado como um canal de comunicação e pertencimento do estudante à instituição.

 

COMO DEVE SER A INFRAESTRUTURA TECNOLÓGICA?

O setor/curso que ofertar disciplina integral ou parcialmente a distância deverá garantir a disponibilização de serviços de tecnologia e comunicação para os estudantes, cabendo à UFPR a oferta de recursos tecnológicos de acesso a estes serviços.

 

 


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